FÓRUM DE TRABALHADORAS E TRABALHADORES DO SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DE SÃO PAULO
GESTÃO COLEGIADA 2026-2028
CARTA ABERTA ÀS CANDIDATAS E CANDIDATOS ELEIÇÕES 2026
O Fórum
Estadual de Trabalhadoras e Trabalhadores do Sistema Único de Assistência
Social do Estado de São Paulo – FETSUAS‑SP, organização permanente de articulação, mobilização e defesa do
Sistema Único de Assistência Social (SUAS), criado em 18 de junho de 2011,
dirige-se às candidatas e aos candidatos aos cargos de deputada/o estadual,
deputada/o federal, senadoras/ore, governador/a e à presidência da república,
para apresentar compromissos fundamentais com a defesa da Assistência Social,
das políticas públicas, da democracia e dos direitos sociais.
O FETSUAS‑SP atua em
defesa do SUAS e de seus/suas trabalhadores/as no Estado de São Paulo,
contribuindo para a articulação nacional dos/as trabalhadores/as e para o
diálogo com instituições, organizações e movimentos comprometidos com a
afirmação, a consolidação e o fortalecimento do SUAS. Compromete-se, ainda, com
a defesa dos direitos sociais e com o enfrentamento das diferentes formas de
dominação, exploração e desigualdade, incluindo aquelas relacionadas à classe,
gênero e etnia, fortalecendo uma Política de Assistência Social pública,
democrática, universal e comprometida com a garantia de direitos.
Em 2026, o
país realizará eleições e nesse contexto um dos grandes desafios é garantir que
a população, especialmente aquela que vivencia situações de vulnerabilidade e
risco social, tenha acesso universal e de qualidade aos serviços, programas,
projetos e benefícios socioassistenciais, por meio do fortalecimento e da
efetivação das políticas públicas, com destaque para a Política de Assistência
Social.
A Assistência
Social constitui um dos pilares da Seguridade Social, ao lado da Saúde e da
Previdência Social, conforme estabelecido pela Constituição Federal de 1988,
sendo reconhecida como direito do cidadão e dever do Estado. Como política
pública, tem por finalidade assegurar proteção social por meio da oferta de
serviços, programas, projetos, benefícios e demais provisões
socioassistenciais, garantindo atenção e proteção a quem dela necessitar, nos
diferentes ciclos de vida, independentemente de contribuição prévia.
A população
que vivencia situações de risco social nos mais diversos territórios urbanos e
rurais — nas periferias das cidades, cortiços, favelas, morros, vilas e
comunidades — é a que mais sofre com a insuficiência e a precarização das
políticas públicas e com as desigualdades sociais e territoriais. Diante dessa
realidade, é fundamental que o Estado assuma sua responsabilidade
constitucional na garantia da proteção social e dos direitos da população.
Nesse
sentido, defendemos que os Poderes Executivo e Legislativo assumam suas
responsabilidades na consolidação do SUAS, garantindo a oferta de serviços
públicos de qualidade e o fortalecimento da gestão pública, em consonância com
os princípios e diretrizes da Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do
SUAS (NOB‑RH/SUAS). É necessário assegurar condições adequadas de trabalho,
equipes qualificadas, vínculos profissionais estáveis e valorização dos/as
trabalhadores/as, reduzindo processos de precarização e terceirização que
comprometam a continuidade e a qualidade dos serviços socioassistenciais.
Também
defendemos o fortalecimento da participação e do controle social, bem como o
acompanhamento das ações de regulação, fiscalização e controle e o
monitoramento sistemático dos serviços, assegurando transparência, qualidade e
efetividade na implementação da Política de Assistência Social.
O avanço da
Política de Assistência Social não ocorre de forma isolada. A superação das
desigualdades sociais exige a articulação e a expansão integrada das demais
políticas públicas, incluindo habitação, meio ambiente, saúde, educação,
segurança alimentar e nutricional, trabalho e renda, cultura, esporte e lazer,
entre outras. Dessa forma, torna-se estratégico fortalecer a
intersetorialidade, os mecanismos de participação social e os instrumentos de
controle democrático, garantindo a efetiva implementação, consolidação e
continuidade das políticas públicas.
Defendemos,
portanto, que a universalização do acesso às políticas sociais e a consolidação
da Seguridade Social somente se materializam por meio de um Estado que cumpra
efetivamente seu papel constitucional e assegure direitos à população. Para
isso, é fundamental garantir financiamento público permanente, suficiente e
progressivo para o SUAS, com destinação e ampliação de recursos orçamentários
que assegurem a continuidade, a qualidade e a expansão dos serviços, programas,
projetos e benefícios socioassistenciais.
É igualmente
indispensável fortalecer processos de planejamento participativo, transparência
na aplicação dos recursos, monitoramento dos resultados e controle social,
garantindo que o orçamento destinado ao SUAS responda às necessidades concretas
da população e às especificidades dos diferentes territórios.
Diante do
exposto, o FETSUAS‑SP dirige-se às candidatas e aos candidatos para apresentar
propostas e compromissos concretos com o fortalecimento e a consolidação do
SUAS, que devem ser assumidos e efetivamente implementados ao longo dos
respectivos mandatos. Reafirmamos que a Assistência Social deve ser tratada
como política pública de Estado, direito de cidadania e dever do Estado, com
financiamento adequado, gestão pública qualificada, participação social e
compromisso permanente com a redução das desigualdades e a garantia de direitos.
COMPROMISSOS E PROPOSTAS
1. Defesa do SUAS e das políticas públicas
●
Assumir a laicidade como
compromisso ético para a ocupação de espaços públicos de tomada de decisão,
garantindo atendimento a todas as pessoas sem distinção.
●
Comprometer-se com a defesa do
SUAS como política pública, direito do cidadão e dever do Estado, assegurando
sua continuidade, universalidade, gratuidade e responsabilidade pública.
●
Defender a Assistência Social
articulada às demais políticas de Seguridade Social e às políticas de saúde,
educação, habitação, trabalho e renda, segurança alimentar, cultura, direitos
humanos e demais políticas sociais.
●
Rejeitar a substituição de
políticas públicas estruturantes por programas pontuais, focalizados ou de
caráter meramente compensatório.
●
Fiscalizar e acompanhar a
implementação das Leis Municipais e Estadual do SUAS, promovendo a consolidação
da legislação vigente e, quando necessário, sua adequação às diretrizes da
Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e da NOB‑SUAS/2012.
●
Assegurar o comando único da
política de assistência social, vedando a participação dos Fundos Sociais de
Solidariedade na gestão e execução da política, conforme estabelecido pelas
normativas do SUAS.
2. Financiamento público e garantia orçamentária
●
Garantir orçamento público
adequado, com percentual mínimo e progressivo de recursos destinados à Política
de Assistência Social, diversificando e ampliando as fontes de financiamento do
SUAS, inclusive por meio da destinação de recursos provenientes de incentivos
fiscais, arrecadação de impostos e outras fontes de receita pública,
assegurando sua aplicação no fortalecimento, na ampliação e na qualificação dos
serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais.
●
Apoiar a aprovação da PEC 7/2026 e
a garantia de financiamento adequado e permanente para o SUAS, incluindo a
defesa da destinação de, no mínimo, 1% da Receita Corrente Líquida da União
para o financiamento da Política de Assistência Social.
●
Defender o cofinanciamento regular
e suficiente entre União, estados e municípios, assegurando recursos para
serviços, programas, projetos, benefícios e demais provisões
socioassistenciais.
●
Combater o subfinanciamento, os
contingenciamentos e toda forma de desresponsabilização dos entes federados em
relação ao financiamento da política.
●
Defender que as decisões
orçamentárias considerem as necessidades sociais e as deliberações construídas
democraticamente nas instâncias do SUAS.
3. Emendas parlamentares a serviço do interesse público
●
Comprometer-se com a utilização
das emendas parlamentares para o fortalecimento das políticas públicas,
especialmente do SUAS, observando o planejamento, as normativas e as
necessidades identificadas nos territórios.
●
Defender transparência,
publicidade, critérios públicos e acompanhamento social da destinação e
execução das emendas parlamentares.
●
Rejeitar o uso clientelista,
personalista ou eleitoral dos recursos públicos e defender que as emendas
estejam submetidas ao interesse público e à garantia de direitos.
4. Democracia, participação social e controle social
●
Promover o protagonismo dos/as
usuários/as da Assistência Social por meio do fortalecimento dos espaços de
participação social e democrática, como conselhos gestores e de direitos,
fóruns, conferências e demais instâncias de participação e controle social,
garantindo condições efetivas para a participação, a autonomia e o exercício da
cidadania, bem como o cumprimento das finalidades e atribuições desses espaços.
●
Instituir a participação e o
controle social como método de governo, assegurando mecanismos permanentes de
diálogo com a sociedade e a efetiva implementação das deliberações das
Conferências de Transparência, Participação e Controle Social (CONSOCIAL), fortalecendo
a democracia participativa, a transparência e o controle social das políticas
públicas.
●
Implementar, no âmbito dos
Conselhos Estaduais de Assistência Social, comitê autônomo da sociedade civil
organizada ou Grupo de Trabalho, com a finalidade de acompanhar, avaliar e
monitorar a implementação das deliberações das Conferências de Assistência
Social, garantindo sua efetividade. Prever, ainda, a realização de audiências
públicas semestrais, preferencialmente de forma descentralizada, para
apresentação da prestação de contas e do andamento da implementação das
propostas deliberadas, assegurando transparência, participação social e
controle democrático.
●
Defender o fortalecimento da
democracia participativa e do controle social, assegurando a presença efetiva e
autônoma da sociedade civil nos espaços de formulação, acompanhamento,
avaliação e fiscalização das políticas públicas.
●
Defender a autonomia e o
fortalecimento dos conselhos de políticas públicas e de direitos, fóruns,
movimentos sociais, coletivos e demais espaços de participação popular.
●
Defender o fortalecimento das
Conferências de Assistência Social em seu caráter participativo, democrático e
deliberativo, garantindo o protagonismo dos usuários, trabalhadores, entidades
e demais sujeitos do SUAS.
●
Defender o cumprimento e o
monitoramento das deliberações das conferências e demais instâncias de
participação social.
5. Contra o fiscalismo e a redução da participação social à
fiscalização
●
Defender uma concepção de controle
social que ultrapasse a lógica meramente fiscalizatória e burocrática.
●
Rejeitar práticas fiscalizatórias
e fiscalistas que reduzam a relação entre Estado e sociedade civil à prestação
de contas, ao controle documental ou à vigilância sobre a execução das
políticas, esvaziando sua dimensão política e democrática.
●
Defender transparência,
responsabilidade e controle dos recursos públicos, sempre articulados à
participação popular, à construção coletiva e à garantia de direitos.
6. Sociedade civil como sujeito político
●
Reconhecer a sociedade civil como
sujeito político fundamental na construção da democracia e das políticas
públicas, garantindo sua participação nos processos de formulação,
implementação, monitoramento e avaliação.
●
Defender a autonomia das
organizações da sociedade civil, movimentos, fóruns e coletivos, sem práticas
de tutela, cooptação ou silenciamento.
●
Reconhecer que a sociedade civil
não deve ser compreendida apenas como executora de serviços, mas também como
protagonista da construção e do controle das políticas públicas.
7. Programa Superação e a proteção social
●
Defender que as estratégias de
enfrentamento à pobreza e promoção da autonomia econômica sejam articuladas e
integradas ao SUAS, sem substituí-lo, fragilizá-lo ou transferir para
indivíduos e famílias responsabilidades que são do Estado.
●
Questionar políticas e programas
que submetam a proteção social à lógica da responsabilização individual, da
ativação compulsória ou da inserção produtiva como condição para o acesso a
direitos.
●
Defender políticas de
transferência de renda, trabalho e renda e superação da pobreza articuladas à
proteção social e aos direitos socioassistenciais.
8. Benefícios socioassistenciais
●
Defender e ampliar o acesso aos
benefícios socioassistenciais, reconhecendo-os como provisões de proteção
social e direitos da população.
●
Defender o Benefício de Prestação
Continuada – BPC, os benefícios eventuais e demais benefícios
socioassistenciais, combatendo barreiras burocráticas, restrições indevidas de
acesso e mecanismos que transformem direitos em favores ou concessões condicionadas.
9. Políticas sobre drogas, comunidades terapêuticas e direitos
humanos
●
Defender uma política sobre drogas
fundamentada nos direitos humanos, na dignidade, no cuidado, na redução de
danos, na liberdade e na proteção social.
●
Defender que as políticas públicas
destinadas às pessoas que fazem uso abusivo de álcool e outras drogas sejam
construídas de forma intersetorial, articulando saúde, assistência social,
direitos humanos e demais políticas públicas.
●
Rejeitar práticas de violação de
direitos, internações involuntárias ou compulsórias indevidas, isolamento
social, violência, tortura, trabalho forçado e qualquer forma de tratamento
degradante.
10. Defesa dos direitos humanos e enfrentamento das desigualdades
●
Comprometer-se com o enfrentamento
das desigualdades através do aumento de 100% do salário-mínimo com base no
Dieese, e das violações de direitos produzidas e aprofundadas pelas
desigualdades sociais, econômicas, territoriais e culturais.
●
Defender políticas públicas que
considerem os marcadores sociais da desigualdade, especialmente raça/cor,
gênero, deficiência, idade, território e demais dimensões que produzem
processos de exclusão e discriminação.
●
Combater o racismo, o machismo, o
capacitismo, o etarismo, a LGBTfobia e todas as formas de discriminação e
violência.
●
Defender políticas de proteção e
enfrentamento à violência contra as mulheres, lavanderias e restaurantes
populares e o combate ao feminicídio.
●
Desenvolver campanhas de combate
às práticas discriminatórias, que sejam disseminadas no município e no interior
dos espaços de trabalho do SUAS, bem como encaminhar ao legislativo projeto de
lei que coíba tais práticas no âmbito municipal.
●
Promover a integração das
políticas públicas nos debates sobre igualdade racial, gênero e demais
políticas afirmativas, garantindo que essas pautas sejam tratadas de forma
transversal e permanente nas diferentes áreas de atuação do Estado, inclusive
nos currículos e nas práticas educacionais, contribuindo para o enfrentamento
das desigualdades, das discriminações e de todas as formas de violência e
preconceito.
●
Incentivar e garantir a
participação de grupos racialmente discriminados nos processos de formulação,
implementação, monitoramento e avaliação de ações e políticas públicas,
assegurando sua representatividade e protagonismo nas diferentes etapas.
Promover a igualdade racial na ascensão e no desenvolvimento profissional
dos/as servidores/as públicos/as, especialmente no acesso a cargos de direção,
gestão e funções de maior responsabilidade na Administração Pública direta e
indireta, adotando medidas que contribuam para a superação das desigualdades
raciais e para a promoção da equidade.
11. Crianças, adolescentes e pessoas idosas
●
Garantir o cumprimento do preceito
constitucional da Prioridade Absoluta, fortalecendo e assegurando os papéis, as
atribuições e a articulação do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e
do/a Adolescente, bem como das Redes de Proteção à Pessoa Idosa, garantindo a
efetivação dos direitos e a proteção integral desses segmentos da população.
●
Defender a proteção integral e a
prioridade absoluta de crianças e adolescentes, conforme estabelecido pela
Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
●
Posicionar-se contrariamente à
redução da maioridade penal, defendendo políticas públicas de prevenção às
violências, proteção social, educação, cultura, esporte, convivência familiar e
comunitária e garantia de direitos.
●
Defender o combate a toda a forma
de exploração e trabalho infantil.
12. Aborto como questão de saúde pública e direitos
●
Defender o tratamento do aborto
como questão de saúde pública, direitos humanos e autonomia das mulheres,
assegurando acesso à informação, prevenção, atendimento qualificado e políticas
de saúde que reduzam mortes e agravos decorrentes da criminalização e da
clandestinidade.
●
Defender a laicidade do Estado e a
formulação das políticas públicas com base nos direitos, nas evidências e no
interesse público, respeitando a diversidade de crenças e convicções existentes
na sociedade.
13. Valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores do SUAS
●
Construir e implementar um
programa de valorização dos/as trabalhadores/as da Assistência Social, por meio
da criação e fortalecimento dos Núcleos de Educação Permanente do SUAS,
promovendo uma política contínua de formação, capacitação e qualificação dos/as
trabalhadores/as.
●
Implementar e fortalecer a Mesa de
Gestão do Trabalho no SUAS, garantindo a participação e a cogestão dos/as
trabalhadores/as por meio de suas entidades representativas, com vistas à
valorização profissional e ao aprimoramento das condições de trabalho.
●
Defender a valorização dos
trabalhadores do SUAS, a educação permanente, condições adequadas de trabalho,
vínculos protegidos, remuneração digna, equipes qualificadas, redução da
jornada de trabalho para 30 horas semanais, fim das terceirizações e fim das
pejotizações.
●
Defender a consolidação da NOB‑RH/SUAS e o
fortalecimento das equipes de referência, reconhecendo que a qualidade da
proteção social ofertada à população depende também da valorização de quem
trabalha na política.
●
Garantir a nomeação para o
Ministério de Desenvolvimento Social de profissionais com formação e
qualificação específica na área, preferencialmente servidores/as públicos/as
concursados/as, assegurando a competência técnica, a continuidade
administrativa e o fortalecimento da gestão do SUAS.
14. Articulação com movimentos sociais e organizações do SUAS
●
Estabelecer canais permanentes de
diálogo, articulação e apoio com movimentos sociais, fóruns, coletivos e demais
organizações que defendem o SUAS e a Assistência Social como política pública
de Estado, fortalecendo iniciativas autônomas e independentes e a participação
social na defesa de direitos.
●
Apoiar a organização e a
mobilização desses espaços no enfrentamento aos retrocessos e às desigualdades
sociais decorrentes de políticas que fragilizam a proteção social e os direitos
da população.
15. Compromisso com a democracia e com os direitos sociais
●
Assumir compromisso público com a
defesa da democracia, do Estado Democrático de Direito, dos direitos sociais e
das políticas públicas.
●
Defender um Estado comprometido
com a redução das desigualdades e com a garantia de direitos, e não orientado
exclusivamente pela lógica do ajuste fiscal e da redução das responsabilidades
públicas.
●
Defender o fortalecimento do Sistema
Único de Saúde - SUS - e a retirada da gestão dos serviços públicos de
organizações sociais, fundações privadas e cooperativas empresariais; gestão
direta do Estado. Produção nacional de medicamentos, vacinas, equipamentos e
insumos por laboratórios oficiais, com distribuição gratuita à população.
16.
Compromisso Com o Fim Do Novo Arcabouço Fiscal (Lei Complementar 200/2023)
●
Revogar o Regime Fiscal
Sustentável que é uma forma de restringir o Estado de utilizar o orçamento
público para políticas importantes, como a assistência social. Esta lei tem
impactado nos atendimentos à população atendida pelo SUAS, como a falta de recursos
para ampliar os CRAS, CREAS, Centro Pop, outros equipamentos tipificados e
manobras como os cortes no pé de meia, e a inclusão do Programa Bolsa Família
na renda para acesso ao Benefício de Prestação Continuada.
NOSSO
COMPROMISSO É COM A POPULAÇÃO
Com base nas
considerações e propostas apresentadas, reafirmamos nossa convicção de que o
fortalecimento do SUAS exige compromisso político, prioridade na agenda pública
e responsabilidade do Estado na garantia dos direitos sociais. No atual
contexto político, marcado por disputas em torno do financiamento, da proteção
social e da garantia de direitos, é fundamental avançar na universalização do
acesso aos serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais, na
consolidação do SUAS como política pública de Estado e na valorização e defesa
dos/as trabalhadores/as da Assistência Social no rumo da superação do
capitalismo, através da revolução socialista.
Com esta
Carta Aberta, o FETSUAS‑SP requer que os/as candidatos/as assumam compromissos concretos
com a defesa da Seguridade Social, o fortalecimento do financiamento público
adequado e permanente, a valorização das/os trabalhadoras/es, a participação e
o controle social e o enfrentamento das desigualdades sociais. Requer ainda que
esses compromissos e defesas sejam incorporados às agendas políticas e
traduzidos em ações, proposições legislativas, decisões orçamentárias e
iniciativas efetivas ao longo de seus mandatos, contribuindo para a consolidação
da Assistência Social como política pública de Estado e direito de cidadania.
Convidamos as
candidatas e os candidatos a deputadas e deputados estaduais e federais,
senadoras e senadores e à Presidência da República a assumirem publicamente
estes compromissos e a estabelecerem diálogo permanente com trabalhadoras e
trabalhadores, usuários, organizações da sociedade civil, movimentos sociais,
fóruns e demais sujeitos que constroem e defendem o SUAS.
O FETSUAS‑SP se coloca
à disposição para o diálogo, a interlocução e a construção coletiva,
reafirmando seu compromisso com a incidência política em defesa do SUAS, da
Seguridade Social, dos direitos sociais e da democracia, acompanhando e
contribuindo para o debate público e para o cumprimento dos compromissos
assumidos.
São
Paulo, 25 de setembro de 2026.
Fórum Estadual de Trabalhadoras e Trabalhadores do Sistema Único
de Assistência Social do Estado de São Paulo – FETSUAS‑SP

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